Alguém viu um conceito por aí?

Propaganda vazia se vê de monte. A TV está recheada de filmes com começo e meio, mas sem fim, sem conclusão. Assistimos 30 segundos de um comercial e no final não tem a moral da história.

Assim é o novo filme da Nova Schin. Primeiro: o “Cervejão” é um chupadão de “Cervejaça” – cerveja Imperial – e “O jornal de quem pensa ÃO” – Estadão. Segundo: esse filme cheio de “celebridades” não passa nenhum conceito.

Ao criar um anúncio, devemos nos preocupar com a imagem que a marca/produto/serviço terá diante do consumidor e deve ser uma ideia estrategicamente pensada, já que essa imagem irá representar o anunciante.

Alguém consegue explicar o que esse filme defende? Não consigo enxergar o porquê dessa convenção de “famosos”. Foram apenas gastos com cachês (e muitos, diga-se) e com produção.

Veja o filme protagonizado pela sempre-usada-pela-publicidade Ivete Sangalo.

Reparou como os diálogos são inúteis para o consumidor? Não dá para competir a preferência (falando em propaganda) com a campanha “Redondo é rir da vida” da Skol, não é?

A Nova Schin estava usando o humor para propagar o produto. O episódio do telefone foi ótimo. Para que colocaram a cantora baiana mais manjada da publicidade com um bando de estrelas pra cantar e sorrir?

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3 pensamentos sobre “Alguém viu um conceito por aí?

  1. Olá!
    Concordo com seus comentários sobre a – nada clara – mensagem da propaganda. Mas, isso é uma observação nossa, e talvez, de mais 1/2 dúzia de publicitários que realmente se importam com a “alma” de suas propagandas, comerciais, etc.

    Esse comercial é perfeito, considerando o que o povo Brasileiro gosta e quer:
    – festa
    – celebridades
    – pessoas “comuns” que podem frequentar os mesmos lugares que suas “celebridades” favoritas
    – Se a Ivete Sangalo, Débora Secco e Cléo Pires bebem Nova Schin (e são consideradas mulherões), óbvio, eu tambem vou beber!
    – Samuel Rosa (vocalista do Skank, e uma das bandas nacionais de mais sucesso, conta com uma legião fiél de fãs que variam entre 20 e 35 anos de idade. Não preciso comentar sobre o Zéca Baleiro: mesma coisa, outro público alvo).

    Óbvio, o conceito dessa propaganda é tão fraco, que ao escrever essas minhas observações, eu me esqueci de qual cerveja se tratava o comercial.

    Provavelmente o público alvo desses caras é jovem, entre 18 e 30 anos, classes B e C (talvez D), e que associem cerveja com farra, festa, bagunça, música, sinonimo de alegria, incentivo de consumo pela celebridade participante, bla bla bla…

    Um lixo mesmo.
    Não sei se o cara responsável por esse “failed case” sabe que é um verdadeiro lixo seu trabalho.

    Veja suas notas (0 a 10):

    Criatividade: 0
    Texto: 0
    Contexto: 0
    Arte: 2
    Mensagem: sem comentários

    Queria eu ter acesso a esse briefing, viu??? Tákipariu.

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  2. De fato ficou “abusivo” a quantidade de famosos. E sou sincera em dizer que se eu fosse “famosa” me recusaria a ter minha imagem associada à qualquer bebida (que é a droga ‘lícita’ que mais vicia e estraga as famílias) – pra mim, aceita fazer parte disso os artistas que só pensam no cachê e em mais nada.

    Quanto a não ter, ou não ser claro, o conceito, eu diria que não é de hoje que as campanhas de cerveja abandonaram o conceito, preferindo que seus comerciais fossem como seus produtos: momento de diversão, humor, distração… Acho que se fizermos um amplo levantamento de todos os comerciais que foram feitos nos últimos 5 anos conseguiríamos comprovar isso (vai ai a dica pra quem procura um tema pra seu estudo de mestrado – hehehe).

    O que “acho” (porque não fui pesquisar e não sei se é fato) é que esse filme foi feito para divulgar (ou fazer “pegar”) o termo CERVEJÃO – que não tem nada de novo, concordo contigo. Então um monte de “famosos” repetindo e cantando CERVEJÃO deve (ou deveria – deve ter sido o que pensaram) conseguir esse efeito. Se a gente pode assim chamar, o “conceito” é, então, a divulgação do “apelido” para a cerveja.

    Não tem, portanto, moral da história, quando o intuito é gerar o que chamamos de “efeito chiclete” = não que eles tenham conseguido isso, claro, pois não vejo ninguém pedindo Schin assim (e de forma alguma – hahaha).

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    • Olá, Silvia. Obrigada pelo comentário. Realmente o que eles queria era lançar um jingle que eles queriam que pegasse, mas mesmo um jingle, bordão ou qqualquer coisa “chiclete” deve ter conceito e é isso que falta nesse filme e, como você mesma disse, nos demais filmes de cerveja. Um exemplo disso é o jingle mais famoso no Brasil: Pipoca com Guaraná. Se pararmos pra perceber a letra da música ela cria um posicionamento, um conceito pra o Guaraná Antárctica. É uma pena que a maioria dos publicitários não se liguem nisso. Abraços

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